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Fez tudo certo e não subiu de nota? Como a avaliação CAPES realmente funciona
Por que um programa de pós-graduação pode fazer tudo certo e não subir de nota: a mecânica da avaliação CAPES, quesitos, corte por área e pesos.
Fiz tudo certo e não subi de nota.
Coordenadores dizem isso com frequência. O problema pode não estar no desempenho do programa. Pode estar na mecânica da avaliação.
A avaliação não funciona como a intuição sugere. É por isso que dá para fazer tudo certo e ainda ser surpreendido.
Um quesito fraco derruba a nota inteira
A nota não é uma média. Não existe compensação entre quesitos: um desempenho muito bom em um não salva um desempenho fraco em outro.
O mais frágil manda.
Não há número a bater. Há posição relativa
O corte é definido depois, quando o ciclo fecha. A referência é a sua área, e ela ainda está se formando enquanto o seu programa trabalha.
Isso significa que não existe uma meta fixa conhecida de antemão. O que existe é a posição do programa em relação aos outros da mesma área.
Cada área escolhe o próprio peso
Os pesos publicados são mínimos, e cada área escolhe o próprio peso. Dois programas iguais, em áreas diferentes, não são lidos igual.
Então, o que aconteceu?
Provavelmente ninguém errou. Só ninguém tinha como ver: qual quesito estava puxando a nota para baixo, onde o programa estava em relação à área, quanto pesava cada parte na ficha da sua área.
Ver isso durante o ciclo, e não quando a nota sai, é o que permite agir.