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3 coisas no registro do Sucupira que podem derrubar a nota na Quadrienal 2029
A comissão da Quadrienal avalia o que está registrado na Sucupira. Três pontos do cadastro que fazem um programa de pós-graduação parecer menor do que é, e como evitar.
Você fez o trabalho. Não deixe o cadastro dizer o contrário.
Antes de tudo: a comissão avalia o que está registrado
Quem avalia o seu programa na Quadrienal não acompanhou o dia a dia dele. A comissão lê o que chegou pela Sucupira ao longo dos quatro anos do ciclo.
Por isso um programa pode trabalhar bem e, mesmo assim, aparecer menor do que é. Três pontos do registro explicam boa parte disso.
1. Produção intelectual: o aluno é coautor, mas o cadastro não sabe
A produção de discentes e egressos pesa no quesito Formação. Mas ela só conta como tal se o autor estiver identificado assim no cadastro.
Quando os dados vêm do Lattes sem essa conferência, o artigo entra só como produção docente, e a produção dos seus alunos encolhe no relatório.
2. Corpo docente: permanente ou colaborador?
As duas categorias não contam do mesmo jeito. A produção dos permanentes é a base de boa parte dos indicadores, e a proporção entre permanentes e colaboradores também é avaliada.
Um docente na categoria errada muda a conta inteira, e quase sempre ninguém percebe até ver a ficha.
3. Proposta do programa: um texto copiado de um ano para o outro
É na proposta que a comissão lê o que os números não mostram: planejamento, autoavaliação, impacto, internacionalização.
Se o texto se repete a cada coleta, ele deixa de contar a história do seu programa, e a parte qualitativa da ficha fica sem evidência.
Como evitar
Não é falta de trabalho. É falta de registro.
Você já faz o mais difícil, que é o trabalho. O que falta é olhar o cadastro antes da comissão:
- quem é aluno na autoria de cada produção;
- em que categoria está cada docente;
- o que a proposta conta de novo neste ano.